quinta-feira, 27 de maio de 2010

Célula Frankenstein

O homem criou vida artificial
Esses são momentos que ficaram marcados na história da humanidade, assim como a clonagem da ovelha Dolly e o seqüenciamento do genoma humano. O biólogo norte americano Craig Venter anunciou na Science sua grande façanha; ele conseguiu produzir um genoma artificial e inseri-lo em uma célula sem material genético, fazendo com que essa célula desenvolvesse vida, respondendo a estímulos ambientais, realizando reações metabólicas e, o mais surpreendente, conseguindo reproduzir-se.
Assim como na história do ser humano construído pelo doutor Frankenstein, o homem foi capaz de produzir uma célula sintética. A máxima imortalizada pelo pesquisador Rudolf Virchow ”omnis cellula e cellula” (toda célula vem de outra célula), hoje caia por terra.
O biólogo Craig Venter é velho conhecido do mundo da genética. Causa admiração e ódio em partes iguais, por conta de seu trabalho com genomas e de seu ego um tanto quanto inflado, respectivamente.
Venter nasceu em 1946 em Utah, nos Estados Unidos, mas cresceu na Califórnia. Foi mau aluno e surfista na adolescência, mas o serviço num hospital da Marinha no Vietnã fez surgir seu interesse em medicina, depois transferido para pesquisa científica. Depois da guerra, conseguiu seu doutorado, deu aulas e trabalhou em um dos centros de pesquisa mais prestigiados do país, o National Institute of Health.
Venter só ficou conhecido da grande mídia ao publicamente desafiar o Projeto do Genoma Humano, bancado pelo governo americano, dizendo que seqüenciaria o genoma humano em apenas três anos, num esforço financiado pela iniciativa privada. Criou um método de seqüenciamento rápido que, embora criticado na época por ser pouco precisado, hoje virou padrão da indústria. Venter teria dito a Francis Collins, chefe do projeto, que enquanto ele terminava o genoma humano, Collins "poderia fazer [o genoma do] camundongo." Collins não deixou barato, e em 2000, os dois apresentaram seu trabalho ao mesmo tempo.
Em 2007, Venter publicou o primeiro seqüenciamento genético completo de um só indivíduo - o seu, é claro. Também circulou o mundo em seu iate, o Sorcerer II, imitando a famosa viagem de Charles Darwin no Beagle que deu origem à teoria da evolução. A idéia era coletar microorganismos para decodificar seu DNA e manter a maior biblioteca de genes do mundo e assim ajudar com seu projeto de criar organismos geneticamente customizados para suprir demandas específicas, como algas que convertam dióxido de carbono em gasolina ou diesel.
O grande feito de Venter confirma o materialismo mecanicista na criação de um genoma a partir de moléculas quimicamente sintetizadas, esse genoma gerindo uma célula, essa célula se duplicando a tal ponto que não existirá um traço do citoplasma da célula original em seus descendentes. E isso enterra o fantasma do vitalismo, doutrina tacanha que diz existir uma essência de vida que não é capturada pela bioquímica "reducionista".
A repercussão foi mundial. "E o homem criou a vida", disse a revista britânica ‘The Economist’. "Célula sintética é criada, segundo pesquisadores", disse o ‘New York Times’. "Cientistas criam organismo sintético", publicou o ‘Wall Street Journal’. A pesquisa conduzida por Venter durou 15 anos e US$ 40 é o primeiro genoma artificial.
Se você lembrar das aulas de ácidos nucléicos, o genoma, ou seja, o material genético de suas células, que é responsável por todas as suas características (cor do cabelo, altura, tipo de sangue, cor da pele,...) é constituído de nucleotídeos. Os nucleotídeos são substâncias químicas que quando alinhadas são responsáveis pela síntese de uma proteína específica. Eles são comumente representados pelas letras A (adenina), G (guanina), C (citosina) e T (timina) e sua união forma os DNA.
Os cientistas coordenados por Venter conseguiram armazenar em um computador toda a seqüência de DNA do genoma de uma bactéria (mais de um milhão de pares de nucleotídeos). A partir de posse dessa informação, os pesquisadores produziram seu próprio DNA em laboratório.
Uma analogia para você entender o processo, seria você ler uma redação feita por um amigo seu e depois de posse dessas idéias escrever sua própria redação.
Até hoje, os cientistas tinham conseguido criar sinteticamente apenas vírus, que tem genomas muito mais simples do que uma célula e não se reproduzem sozinhos.
Graig Venter afirmou que a partir dessa descoberta, vacinas como a da gripe poderão ser feitas em horas. Hoje elas demoram meses para ser produzidas.
No mundo todo, muitos cientistas concordaram que a descoberta é um marco histórico. Mas alguns especialistas discordam. Ao jornal ‘The New York Times’, o geneticista David Baltimore reconheceu avanços da pesquisa, mas argumentou que Graig Venter superestimou o resultado da pesquisa e afirmou que a vida não foi criada, apenas copiada.
O diretor de bioética do Vaticano, Rino Fisichella, foi cuidadoso. Disse que é preciso ver como a descoberta será implementada no futuro. A diretora do Instituto Internacional de Bioética, Jennifer Miller, alertou que a preocupação é que a célula sintética possa se transformar numa arma biológica. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, determinou à Comissão de Bioética do Governo uma investigação sobre a pesquisa.
Autoridades católicas italianas expressaram perplexidade e preocupação com o anúncio da criação da primeira célula viva dotada de um genoma sintético, e destacaram um potencial "devastador salto ao desconhecido".
"Nas mãos erradas, a novidade de hoje pode representar amanhã um devastador salto ao desconhecido", afirmou o bispo Domenico Mogavero, presidente da Comissão para Assuntos Jurídicos da Conferência Episcopal italiana, em entrevista ao jornal La Stampa.
"O homem vem de Deus, mas não é Deus: é humano e tem a possibilidade de dar a vida procriando e não construindo-a artificialmente", acrescentou.
"É a natureza humana que dá sua dignidade ao genoma humano, não o contrário. O pesadelo contra o qual tempos que lutar é a manipulação da vida, a eugenia", disse Mogavero.
Para o teólogo Bruno Forte, arcebispo de Chieti-Vasto, região central da Itália, "a preocupação pode ser resumida em uma pergunta: o cientificamente possível também é justo do ponto de vista ético?".
Os perigos podem ser grandes, em mãos erradas os organismos sintéticos podem se tornar uma arma poderosíssima. Pense produzir uma bactéria altamente patogênica que se dissemine em poucas horas, seria mais poderosa que uma bomba atômica. Porém ao mesmo tempo, poderíamos pensar nos pontos positivos. Imagine organismo capazes de produzir fibras das roupas que vestimos, a água que bebemos, fármacos contra as principais epidemias. As possibilidades vão além da nossa imaginação.
Eu penso que esse seja o grande problema, a imaginação do homem. Reflita, discuta com os amigos, faça sua crítica e expresse suas idéias na forma de texto. Agora é com você!!! Fale sobre o que você pensa sobre esse novo passo dado pelo homem.

domingo, 13 de setembro de 2009

Imagem da Semana


Em maio deste ano, os astronautas da NASA deram uma subidinha rápida ao espaço e realizaram uma recauchutagem no telescópio Hubble. Os resultados já podem ser vistos no site http://www.hubblesite.org/newscenter/archive/releases/.

sábado, 9 de maio de 2009

Vírus da Gripe Suína

Gripe A - Vírus H1N1
Depois de um longo e tenebroso inverno, eu estou de volta. Resolvi tirar a teia de aranha desse blog e voltei a escrever. Afinal de contas, um blog é pra ser atualizado periodicamente. Mas deixando de blábláblá vamos ao que interessa.
Resolvi falar um pouco sobre o vírus da gripe suína, esse que você escuta falar todo dia na televisão. Qual é a desse vírus? Por que esse temor e alarde sobre esse ser microscópico? Vamos devagar!!! Comecemos por conceitos fundamentais para entender qual a problemática desse vírus e da maioria dos outros.

O que é um vírus?
Os vírus são partículas microscópicas sem estrutura celular (membrana, citoplasma e núcleo). Eles são parasitas intracelulares, que vivem como saqueadores da maquinaria celular. São verdadeiros piratas!!! Invadem, saqueiam, sugam o que há de melhor na célula para um único intuito, se reproduzir.
Alguns autores dizem que os vírus apresentam vida por ter a capacidade de se reproduzir. Mas, a meu ver são apenas estruturas bioquímicas que reagem em um meio propício (a célula). A estrutura de um vírus é bem simples, se comparada com as células. Eles apresentam uma cápsula de proteína que encerra o material genético (DNA ou RNA) em seu interior, além de algumas enzimas necessárias para a reprodução (veja a figura abaixo)



Os vírus são parasitas de todos os organismos vivos conhecidas. Mas, na maioria das vezes, existe uma preferência por hospedeiro. Isso acontece por que as proteínas da cápsula do vírus reconhecem as proteínas da superfície da célula do hospedeiro, o que leva a uma certa especificidade. Mas, as vezes acontece de as proteínas de diferentes organismos serem semelhantes e, por isso, alguns vírus conseguem atacar diferentes espécies. Um exemplo disso é o vírus da gripe aviária e da gripe suína.
A origem dos vírus ainda é um assunto que intriga muitos pesquisadores. Mas, existe um forte indício de que eles tenham surgido das células!!! A explicação para isso é a presença de seqüências no genoma (das diferentes espécies do nosso planeta) que são semelhantes ao material genético dos vírus.
Essas seqüências conhecidas com plasmídios e transposons (material genético transferível e que "salta" de um lugar para outro no genoma) podem ter ganhado "vida própria" há alguns milhões de anos tornando-se os vírus atuais. Outros autores, sustentam a hipótese de uma origem dos vírus seja semelhante a origem das células no caldo primordial. Provavelmente eles se especializaram bastante na vida parasita, o que ocasionou uma mudança drástica em sua estrutura. Os pesquisadores que ficam na coluna do meio aceitam as duas hipóteses, afirmando uma "pluri origem".
O que a gente sabe é que fora das células os vírus não são mais do que um amontoado de estruturas bioquímicas que não manifestam atividade vital (não crescem, não degradam e nem fabricam substâncias ou reagem a estímulos). Mas, é só aparecer uma célula que a destruição começa.

As epidemias na história da humanidade
Você mesmo pode ver que as ruas de seu bairro não são um exemplo de limpeza. Isso por causa de uma situação individual de mal educação ou por descaso das autoridade responsáveis pela coleta de lixo e manutenção das condições sanitárias.
Então, imagine a situação das cidades há alguns séculos atrás. Quando não havia um sistema de esgoto adequado e não se conhecia a etiologia (origens e causas) das doenças. O resultado disso foram as grandes epidemias e pandemias que assolaram a humanidade, dizimando populações, limitando o crescimento demográfico e mudando o curso da história.
Possivelmente, o primeiro relato sobre uma grande epidemia se encontra na Bíblia sobre descrição da praga que acometeu os filisteus.

"Estes tomaram dos hebreus a arca do Senhor e foram castigados. "A mão do Senhor veio contra aquela cidade, com uma grande vexação; pois feriu aos homens daquela cidade, desde o pequeno até ao grande e tinham hemorróidas nas partes secretas" (Samuel 1:6.9). Decidiram, então, devolver a arca, com a oferta de 5 ratos de ouro e 5 hemorróidas de ouro. "Fazei, pois, umas imagens das vossas hemorróidas e as imagens dos vossos ratos, que andam destruindo a terra, e dai glória ao Deus de Israel" (Samuel 1:6.5). E os hebreus também foram vitimados pela peste após receberem a arca de volta. "E feriu o Senhor os homens de Bete-Semes, porquanto olharam para dentro da arca do Senhor, até ferir do povo cinqüenta mil e setenta homens; então o povo se entristeceu, porquanto o Senhor fizera grande estrago entre o povo" (Samuel 1:6.19) (A Bíblia Sagrada. Trad. de João Ferreira de Almeida - 50a. impressão. Rio de Janeiro, Imprensa Bíblica Brasileira, 1981, p. 287-9).

As maiores epidemias já registradas foram a de Atenas, Siracusa, peste Antônia, peste do século III, peste negra e a gripe espanhola.


A gripe como epidemia: A gripe suína
A influenza (gripe) é doença infecciosa aguda de origem viral que acomete o trato respiratório e a cada inverno atinge mais de 100 milhões de pessoas na Europa, Japão e Estados Unidos, causando anualmente a morte de cerca de 20 a 40 mil pessoas somente neste último país.
O agente etiológico é o Myxovirus influenzae, ou vírus da gripe. Este se subdivide nos tipos A, B e C, sendo que apenas os do tipo A e B apresentam relevância clínica em humanos. O vírus influenza apresenta altas taxas de mutação, o que resulta freqüentemente na inserção de novas variantes virais nesse grupo, para as quais a população não apresenta imunidade. São poucas as opções disponíveis para o controle da influenza. Dentre essas, a vacinação constitui a forma mais eficaz para o controle da doença e de suas complicações.

Em função das mutações que ocorrem naturalmente no vírus influenza, recomenda-se que a vacinação seja realizada anualmente. No Brasil, segundo dados obtidos pelo Projeto VigiGripe - ligado à Universidade Federal de São Paulo-, verifica-se que a influenza apresenta pico de atividade entre os meses de maio e setembro.
Assim, a época mais indicada para a vacinação corresponde aos meses de março e abril. Para o tratamento específico da influenza estão disponíveis quatro medicamentos antivirais: os fármacos clássicos amantadina e rimantidina e os antivirais de segunda geração oseltamivir e zanamivir.
O vírus da gripe suína faz parte do grupo de Myxovirus influenzae, sendo do subtipo A H1N1. Essa denominação faz referências as proteínas presentes na cápsula do vírus: H - hemaglutinina: uma glicoproteína que liga o vírus ao receptor da célula hospedeira; e N - Neuraminidase: enzima que atua na liberação dos novos vírus produzidos na célula hospedeira.
O subtipo H1N1 que afeta humanos contém genes dos vírus influenza do porco, da ave e de humano, numa combinação única.



Os sintomas da gripe suína são semelhantes ao da gripe sazonal: febre alta, tosse, arrepios de frio, fadiga, dores no corpo, na cabeça e na garganta, vômitos e diarréia. Esses sintomas são acentuados pelo H1N1, além de causar dificuldade respiratória, pois o vírus ativa a liberação de fatores imunológicos a exemplo de citocinas (substâncias químicas liberadas por glóbulos brancos), fazendo com que os pulmões fiquem cheios d'água. O vírus pode ficar no organismo de 24 a 48 horas, até que apareçam os primeiros sintomas.
O contágio ocorre ainda antes do aparecimento dos sintomas, e até sete dias após o início dos mesmos. As formas de contágio são as mesmas da gripe normal, ou seja, de pessoa para pessoa através do ar.
O vírus é transportado através de espirros, de tosse, secreções nasais ou dos olhos, contaminando o ar e objetos do ambiente. Tocar numa superfície contaminada e em seguida mexer nos olhos, boca ou nariz também pode levar à disseminação do vírus. Mas, se o H1N1 passar muito tempo fora dos organismos vivos, ele é destruído pelas condições ambientais.
O que podemos fazer para nos proteger é lavar as mãos com sabão e/ou álcool, várias vezes por dia e se alimentar bem, dormir o necessário para descansar o organismo e evitar condições de estresse. Essas medidas mantêm o sistema imunológico a todo gás e pronto a combater o vírus.
O diagnóstico é realizado pela análise clínica, pesquisando o tempo de início e a gravidade dos sintomas sugestivos de gripe. A prova final apenas surge após um exame laboratorial (análise genética do vírus presente nas secreções dos pacientes).
Há quatro antivirais, mas nem todos são eficazes para a totalidade dos vírus. No caso da gripe H1N1, o vírus é sensível aos medicamentos Tamiflu e Relenza. As substâncias impedem a sua replicação no organismo, tornando mais curto o período de duração da doença, diminuindo a gravidade dos sintomas e parando o contágio.
É importante que a medicação seja utiliza com precaução, pois pode ocorrer a seleção de vírus resistentes aos antivirais. Este processo é semelhante ao que acontece com as bactérias e os antibióticos; a utilização de antibióticos em concentrações e por período de tempo errado seleciona bactérias resistentes ao medicamento.
O alarde todo das autoridades sanitárias explica-se por se tratar de uma introdução rápida de um novo vírus causador de gripe nos humanos. O fato de se tratar de um organismo desconhecido, para o qual ninguém no mundo apresenta imunidade, fez temer o surgimento de uma nova pandemia. Um vírus novo tem a capacidade de infectar pessoas mesmo fora do período sazonal da gripe. A gripe suína não é tão letal quanto a gripe sazonal.
A grande questão é que o H1N1 tem seu potencial destrutivo aumentado por outras doenças. Isso explica as mortes de várias pessoas decorrentes da contaminação por esses vírus, ou seja, as pessoas que faleceram já apresentavam uma doença de base (outra doença) que enfraqueceu as linhas de defesa imunológicas. No Pará já aconteceram dois casos de morte devido a infecção por H1N1, mas como já foi dito, esses casos foram a óbito por terem uma outra doenças (um paciente tinha pneumonia e o outro apresentava insuficiência renal).


domingo, 26 de abril de 2009

O homem que influenciou e influencia o pensamento das sociedades

A teoria da evolução é uma das idéias científicas que mais revolucionou a maneira de pensar a nossa verdadeira posição no mundo vivo. Além disso, é a teoria que mais abalou os alicerces teológicos sobre a origem da vida.

Sem dúvida nenhuma, a teoria da evolução é a gênese da inquietação acerca do pensamento de nós mesmos e palco de acirradas discussões calorosa e, por que não dizer, épicas entre duas grandes escolas de pensamento: o evolucionismo e o fixismo (criacionismo).

Quando Darwin escreveu “A Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural” ele já tinha idéia do quanto seu livro iria causar de reação nos vários setores da sociedade. Em um de seus diários de campo, Darwin chegou a dizer, após ter o insight sobre a seleção natural, que ele tinha medo de publicar seus achados, pois para ele era como se ele estivesse declarando culpado por homicídio.

Na verdade era quase isso, pois se os organismos originam-se um dos outros com o passar do tempo, ninguém precisaria mais de um criador para explicar a diversidade de vida na Terra.

Charles Darwin não desenvolveu sua teoria do nada. Assim como qualquer teoria científica, a teoria da seleção natural foi cunhada depois de muita transpiração e um pouco de expiração. Darwin, após observar a natureza e ler outros pesquisadores da época, conseguiu juntar as peça do quebra cabeça em uma idéia de fácil entendimento: se um ser vivo é, em uma determinada condição ambiental, mais apto que outro organismo, ele irá permanecer e transmitir suas características para os descendentes.

Porém, é fato que a teoria proposta por Darwin não é completa, ainda há muitas lacunas que devem ser fechadas. Darwin utilizou até um dos capítulos da Origem das Espécies para expor com honestidade arrasadora e franqueza insuportável os problemas em sua teoria. Vamos falar sobre alguns desses problemas.

Se você dá apenas um passo no interior da floresta amazônica é provável que esse passo seja tão grande como aquele que foi imortalizado quando Niels Armistron disse sua celebre frase “[...] um grande passo para humanidade”, pois a diversidade de vida que você sobrevoa com a planta de seus pés é tão imensa que e chega ao ponto de não conseguirmos mensurá-la.

Quando Charles Darwin aportou no arquipélago de galápagos, ele ficou tão vislumbrado com a biodiversidade presente nas ilhas, que provavelmente foi aí o grande estalo da idéia de evolução.

Mas nesse momento também nascia os problemas de Darwin: De onde vem toda essa diversidade? Como esses seres surgiram nesse punhado de ilhas? Por que seres da mesma são diferentes?

Darwin sabia que a seleção natural favorecia os mais aptos e dessa forma fazia as engrenagens da máquina da evolução funcionar. Mas, como explicar a diversidade. Provavelmente essa foi a questão que mais tirou o sono desse naturalista.

Além de tudo, antes mesmos de Darwin publicar sua teoria, havia uma idéia concorrente e muito mais fácil de compreensão sobre os mecanismos da evolução. O mecanismo proposto pelo renomado zoólogo Lamarck, conhecido pelas contribuições em muitas áreas da ciência e criador do termo Biologia para o estudo da vida, era de que os seres vivos poderiam mudar as suas características com o simples uso contínuo de um determinado órgão, esse por sua vez se desenvolveria e a nova característica seria transmitida para os descendentes.

O ícone desse modelo de evolução era a girafa, mais exatamente seu pescoço. Após o término da folhagem nos ramos mais baixos, a girafa, para não morrer de fome, esticou, esticou, esticou e esticou seu pescoço para alcançar os ramos mais altos das árvores, assim com o passar das gerações as girafas desenvolveram um pescoço comprido.

Como Lamarck era um cientista de nome renomado sua teoria era bem vista pelos pesquisadores da época. Dessa forma a teoria da seleção natural estava ameaçada de extinção.

Isso só não ocorreu devido ao trabalho de um alemão chamado August Weismann, que era médico, biólogo e um darwinista de carteirinha. Weismann derrubou a teoria de Lamarck através de estudos das células gaméticas (espermatozóides e óvulos). Ele descobriu que essas células se isolavam das demais células do corpo formando uma linhagem a parte, por isso não é possível transmitir características adquiridas para a gerações posteriores. Logo, a girafa pode esticar o pescoço o quanto quiser que não vai transmitir um pescoço maior para gerações futuras.

Weismann conclui que o material da hereditariedade estava presente nos núcleos dos gametas, chamando esse material de plasma germinativo. Seu contemporâneos observaram que o plasma germinativo era formado de aglomerados de fios que se duplicavam durante a divisão celular.

Esse achado foi bombástico, pois corroboravam os estudos esquecidos de Gregor Mendel. As ervilhas de Mendel proporcionaram a teoria da hereditariedade que Darwin precisava. Porém, a teoria da seleção natural era carente de exemplos. Não havia nenhuma descrição do processo de seleção natural, a não ser por especulação.

A primeira evidência de seleção natural foi dado por uma mariposa (Biston betularia) que vive na Inglaterra. Essa mariposa apresenta duas formas: uma clara com algumas manchas e outra forma escura.

A forma clara era a mais frequente na floresta, pois conseguia se camuflar nos troncos das árvores que eram cobertos por líquens. Porém, com o advento da revolução industrial a poluição aumentou e os troncos das árvores foi coberto por uma folhigem negra.

A poluição favoreceu as mariposa escuras, que agora se camuflavam nos troncos e deixaram de ser o lanche de muitos pássaro, pois conseguiam se esconder com mais facilidade. Como as mariposas pretas sobreviviam, elas cruzam e davam origem a novas mariposas com a mesma característica. Dessa forma, a frequência de mariposas escuras aumentou e o número de mariposas claras diminui bastantes (<>

Com a diminuição da poluição, os líquens voltaram às árvores e as mariposas claras podiam agora se esconder. Como é de se esperar, o número delas aumentou e hoje em dia existe um equilíbrio entre as populações de mariposas claras e escuras.

Observe que em nenhum momento foi falado que as mariposas trocavam de cor, o que aconteceu na verdade foi uma mudança ambiental que favoreceu a diversidade já existente. Finalmente existia a evidência para sustentar a teoria da evolução por meio da seleção natural.

Com alguns dos problemas resolvidos a teoria de Darwin passou a ser respeitada e muito mais combatida pelos fixista, pois a seleção natural passou a ser uma possibilidade para explicação da diversidade da vida na terra.

O problema todo é que a teoria de Darwin abrange todos os seres vivos, inclusive as espécie humana. A espécie, como descrito no Gênese bíblica, que foi criada a imagem de Deus e não a partir de formas pré-existentes semelhantes a "macacos".

É importante frisar que a espécie humana não descende de macacos, mas de espécies já extintas de hominídeos que originou os macacos, gorilas, gibões e humanos. O pensamento de que existiu uma espécie de macaco que foi mudando até virar homem é incorreto. O que existe é um "arbusto", ou seja, muitas espécies. Porém, todas elas, menos uma, estão extintas. Somos os únicos sobreviventes.

Mas a história do homem vou deixar para outro post. Espero que essa introdução sobre evolução seja de fácil entendimento, qualquer dúvida e/ou curiosidade envie um comentário ou e-mail para mim (erikg6pd@yahoo.com.br).

Até mais.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Os filhos....


Olá a todos!! faz tempo que a gente não conversa!! Passei um tempo sem postar nada, mas alguns dias atrás acabei me deparando com uma reportagem inusitada. Era reportagem sobre a mulher que deu a luz a 8 bebês de uma só vez.

Esse nascimento é pouco comum para a espécie humana, uma vez que uma gravidez desse tipo causa muitos inconvenientes para a mãe e para os bebês. As crianças nascem pré-termos (antes dos tempo) e com o organismo muito fraco, tendo que ir para incubadora no intuíto de manter a quantidade de oxigênio e umidade necessária, como também a temperatura suficiente para que aumente de peso, caso contrário ele teria de gastar muitas calorias para conservar o calor e não conseguiria aproveitar o alimento que recebe.

Mas como a biologia é uma caixinha de surpresa e a vida ainda tem muitos mistérios, nós não podemos dizer que esse tipo de nascimento é impossível atualmente. Provavelmente, a gravidez com muitos embriões foi selecionada negativamente, ou seja, gestações múltiplas por gerarem crianças fracas ou ocasionar a morte das mães não foi “bem vista” pela seleção natural na espécie humana.

Na atiguidade, nascimento de gêmeos sempre foi visto com muita curiosidade, adoração é algumas vezes com temor, pois é uma situação que foje do comum. Se considerarmos os padrões de reprodução da natureza, veremos que existem várias modalidade ou estratégias de geração de novos seres. Para começar poderemos apontar a reprodução assexuada onde ocorrer a participação apenas de um inivíduos que gera vários outros, que nada mais são do que clones, a exemplo da reprodução de bactérias através de mitoses sucessivas. O outro tipos seria a reprodução sexuada, que depende de um par de indivíduos da mesma espécie que contribuem com uma parte de seu genoma para formação de um novo indivíduo.

O interessante aqui, é que a reprodução sexuada pode ou não gerar muitos indivíduos, vai depender da espécie analisada. Alguns seres produzem um ou poucos indivíduos novos, nesse caso existe uma preocupação maior com a prole, pois como são poucos indivíduos os país não podem deixá-los a mercer dos predadores, essa estratégia é chamada de seleção-k. Por outro lado, nós temos os casos onde algumas espécies produzem muitos embriões, a exemplo de tartarugas, que botam muitos ovos. Mas, nesse caso a mãe só tem o trabalho de botá-los, eles é que se virem para sobreviver, mas com são muitos a espécies se perpetua; nós chamamos essa modalidade de seleção-r.

Na espécie humana o que ocorrer é a seleção-k. Por isso, é interessante que ocorra apenas um bebê por nascimentos, cuidar de muitos fica mais difícil. O caso de bebês octuplos é muito raro em relação ao par de gêmeos que nós já nos costumamos ver.
Existem dois tipos gêmeos, os monozigóticos (originam-se a partir da dividsão de um único embrião) e os gêmeos dizigóticos (que são resultado de duas fecundações diferentes, nesse caso a mulher ovulou mais de uma vez).

O nascimento de gêmeos monozigóticos ocorre em umas frequência de uma vez a cada 250 partos. Os gêmeos dizigóticos tem a freqüentes em média de um a cada 100 partos. Para gêmeos quádruplos a frequência gira em torno de um para 64 milhões e para óctuplos é de um em 32.057.708.828.125.

A mulher que teve óctuplos, só conseguiu essa façanha com a ajuda da ciência. Ela tinha problemas para engravidar, por isso resolveu recorrer à fertilização artificial. Ela havia tentado várias vezes, mas sem muito sucesso, então resolveu implantar todos os embriões que haviam sido fertilizados. A avó que ajuda no cuidado dos bebês comemorou após os nascimentos dos óctuplos, pois agora não restam mais embriões congelados para novas tentativas.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Imagem da Semana

Eclipse Lunar
A foto representa a sobra que se forma na terra quando ocorre o eclipse lunar
Impressionante, não é...?





quarta-feira, 21 de janeiro de 2009


Quando a gente aprecia os acontecimentos da história da humanidade, nós ficamos maravilhados com as reviravoltas da mesma. Vejam como é que é!! A alguns anos atrás negros não tinham nenhum tipo de direito nos EUA e agora essa superpotência tem um presidente negro!!!

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