segunda-feira, 26 de julho de 2010

NOVO CÓDIGO FLORESTAL PODE AGRAVAR AMEAÇA À AMAZÔNIA

A proposta de reforma do Código Florestal desperta temores de que a Amazônia possa ficar mais vulnerável do que nas últimas décadas, apesar dos recentes avanços na sua proteção.
Com apoio da bancada ruralista, tramita no Congresso uma proposta para alterar o código de 1965, transferindo aos Estados importantes poderes hoje conferidos ao governo federal no estabelecimento das políticas de proteção florestal.
Ambientalistas dizem que isso poderia dar espaço para regras mais brandas em relação ao avanço da atividade agropecuária sobre a floresta, cuja manutenção é vital para o equilíbrio climático global.
O projeto também concede anistia por multas aplicadas até 2008 pela violação do atual código, e reduz drasticamente a área que os fazendeiros precisam preservar em suas terras. A legislação pode causar problemas políticos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou para o presidente que for eleito neste ano. Uma comissão especial do Congresso aprovou a reforma neste mês, e ele deve ser levado ao plenário ainda neste ano, provavelmente depois da eleição de outubro.





"Será um enorme constrangimento para quem chegar ao cargo (de presidente)", disse Fábio Scarano, diretor-executivo da ONG ambientalista Conservação Internacional do Brasil. "Ambientalmente é um desastre pelo que a ciência nos diz, e do ponto de vista agrícola também é um desastre. A água que eles usam para a irrigação é a água protegida por essas próprias reservas. Todos os lados perdem."
Defensores da reforma dizem que ela tornaria o setor agrícola brasileiro mais competitivo por dar aos produtores acesso a mais terras. Eles lembram que um artigo do projeto estabelece uma moratória de cinco anos para qualquer novo desmatamento, o que seria uma prova de que a reforma, se aprovada, não significará uma nova onda de destruição da Amazônia. Os agricultores dizem que as regras mais rígidas para a proteção da floresta nos últimos anos deixaram muitos deles fora da lei, mesmo que os próprios produtores rurais não tenham sido responsáveis pelo desmatamento da terra agora usada para fins agrícolas.
"A lei autoriza os Estados a legalizarem suas terras. Em áreas que estão produzindo e que foram desmatadas, os Estados podem permitir que elas continuem produzindo", disse Assuero Doca Veronez, chefe da comissão de Meio Ambiente da Confederação Brasileira da Agricultura e da Pecuária.
"A lei de forma alguma enfraquece a proteção ambiental no sentido de permitir novo desmatamento."

MUITO PERIGOSO
Pelo projeto, os agricultores dos Estados amazônicos precisariam manter apenas 20 por cento das suas terras como reserva, e não 80 por cento, como agora.
"O Código Florestal proposto é muito perigoso porque cria a expectativa de que você sempre vai ter essas anistias para que as pessoas possam continuar violando a lei", disse Philip Fearnside, ecologista do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, uma entidade privada.
O acirrado debate entre os ambientalistas e o lobby ruralista ocorre num momento de continuado declínio no ritmo da destruição da Amazônia. Isso permitiu que o governo argumentasse que está a caminho de cumprir uma meta, citada por Lula na cúpula climática global de Copenhague no ano passado, de até 2020 reduzir em 80 por cento a taxa anual de destruição da Amazônia, em relação ao auge registrado no período 1996-2005.
Dados preliminares de satélites divulgados nesta semana mostraram que o desmatamento da Amazônia caiu 47 por cento entre agosto de 2009 e maio deste ano, em comparação ao mesmo período de um ano antes. No período 2008-09, houve uma queda confirmada de 42 por cento no desmatamento, que atingiu 7.464 quilômetros quadrados.
Defensores da reforma dizem que a floresta não precisa de mais proteção do que já tem. Mas uma alta na cotação dos produtos agrícolas, acompanhando a recuperação econômica mundial, poderia estimular os produtores rurais a devastarem pedaços maiores da floresta, disse Fearnside.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/100726/manchetes/manchetes_ambiente_amazonia_lei

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O que é VIDA?

...
E a vida
E a vida o que é diga lá, meu irmão
Ela é a batida de um coração
Ela é uma doce ilusão, ê ô
Mas e a vida
Ela é maravida ou é sofrimento
Ela é alegria ou lamento
O que é, o que é, meu irmão
Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo
É uma gota é um tempo que nem dá um segundo
Há quem fale que é um divino mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor
Você diz que é luta e prazer
Ele diz que a vida e viver
Ela diz que melhor é morrer pois amada não é
E o verbo é sofrer
...

O que e o que e
(Gonzaguinha)

Nosso planeta é cheio de vida, é impressionante a biodiversidade na terra, na água e no mar. Quem nunca se perguntou de onde vem toda essa variedade e quando ela surgiu. Essa é uma das questões que intriga a ciência até hoje.
A vida é muito mais fácil de ser identificada do que explicada, por isso que até hoje ninguém consegui definir esse fenômeno. Desde crianças aprendemos que um ser vivo nasce, cresce, reproduz e morre. Mas, a vida é mais do que um monte de predicados sem uma conexão lógica. As melhores palavras que podem traduzir a vida são: INTERAÇÃO e TRANSFORMAÇÃO.
A vida interage e sempre está em transformação mesmo que nós não possamos ver. A todo o momento seu organismo luta contra forças da física, evitando que você entre em um equilíbrio estacionário com o ambiente. Os organismos vivos continuam vivos, pois desorganizam o ambiente ao seu redor, consumindo energia e matéria continuamente e dessa forma mantém um equilíbrio dinâmico. Tal qual um pia que está com o ralo aberto, mas não seca, pois existe uma torneira ligada que repõem a água que está vazando. Por isso ela nunca SECA, mas sempre se RENOVA.
Mas a pergunta persiste!! O que é a vida? Sinceramente eu não sei conceituar, mas eu vou tentar explicar da melhor forma possível.



Se olharmos para a história da terra, nós veremos um passado de muita turbulência. A Terra, em sua infância, era extremamente irritada, cuspia lava para todos os lados, muito quente e inóspita para qualquer forma de vida. Mas, com o tempo ela foi se acalmando, resfriando. Esse transcorrer da história do nosso planeta foi muito importante, pois possibilitou a presença dos principais ingredientes para o surgimento da vida.
Os elementos presentes na Terra primitiva combinaram-se e ocorreu a passagem da matéria inanimada para a animada. Perceba o seguinte, para essa transformação existem várias explicações, que vamos discutir no próximo capítulo sobre origem da vida.
Até o momento sabemos que a vida está relegada ao nosso planeta, ainda não temos prova concretas de vida extraterrestre. Mas, se pararmos para pensar bem, seria muito desperdício de espaço se a vida for um fenômeno único. Se for desse jeito, posso dizer que singularidade do fenômeno será perturbadora.
A vida faz parte dos chamados sistemas complexos, para os quais o tempo é irreversível e construtivo, ou seja, pode-se reconstruir a história da evolução dos seres vivos e da própria vida, mas é impossível definir sua trajetória futura.
A vida é ainda um sistema altamente organizado, em contraste com um universo que sempre tende ao aumento da desordem (entropia), como afirma a segunda lei da termodinâmica. A contradição, porém, é apenas aparente. O aumento da organização do mundo vivo é local: diz respeito só aos seres vivos e não a todo o universo. Assim, tais seres absorvem do meio a energia (alimentos, no caso dos heterotróficos, e luz solar, no caso dos autotróficos) necessária para suas atividades e para manter sua organização, mas no balanço final o universo continua tendendo à desordem.
Por muito tempo a pergunta sobre o que é a vida não foi feita de forma direta, pois a vida fazia parte de algo maior na antiguidade, que era basicamente a discussão da ordem do universo, por isso o mundo vivo era apenas mais uma manifestação dessa ordem.
Para Tales (c. 624-545 a.C.), a origem de tudo era a água; para Anaxímenes (morto em torno de 500 a.C.), era o ar. Partindo deles, e passando por sábios como Aristóteles (384-322 a.C.), com seu sistema de causas (material, formal, motriz e final) que explicariam a essência das coisas, chegou-se ao Renascimento ainda com a concepção de que cada corpo do mundo (estrela, pedra, planta, animal) seria sempre o produto de uma combinação específica de matéria e forma.
Por muito tempo o homem tentou desvendar o universo cifrado por Deus(es). Os fenômenos naturais eram repassados a esfera divina e o homem deveria desvendar, com uma leitura cuidadosa, a vontade divina.
A partir do século 17, o positivismo ganha espaço e inicia uma busca por ordem e generalidades. Todas as coisas, inclusive os seres vivos, ganham uma especificidade. A forma visível deixa de ser um signo que pode informar sobre uma essência oculta, um testemunho das intenções da natureza, e passa a ser, ela mesma, o objeto de estudo.
O homem passa a usar o método científico para entender o funcionamento e não sua criação divina. Porém, nasce um novo problema, pois a vida passa a ser reconhecida como um modelo de máquina. O vivo integra com a grande mecânica que faz o universo girar e deve ser entendido pelas leis físicas. Por isso, perdeu-se a preocupação de entender a essência e a ótica voltou-se para um conjunto de parte que interage entre si, ofuscando dessa forma a interação com o ambiente e a transformação da vida.
Alguns cientistas da época refutaram a idéia do mecanicismo e propuseram outra teoria - o animismo. Eles afirmavam que a vida é movida por uma “força vital” - nota-se, nessa expressão, que a natureza da explicação ainda vem das ciências físicas (força), mas já se busca uma especificidade, com o adjetivo (vital).
O debate sobre o que é vida ganhou novo gás no final do século 18 quando surgiu o vitalismo, que separou os seres vivos do mundo das máquinas e constitui de um novo campo do conhecimento: a biologia. Os cientistas passam a estudar as partes e passa a se preocupar com o conjunto de funções.
O que confere ao vivo suas propriedades é um sistema de relações que produz um todo, não se reduz às partes. Surge então a idéia de um conjunto de qualidades específicas, que o século 19 chamará de vida.
Immanuel Kant (1724-1804) explica que o mundo vivo vence a entropia (a desorganização), pois conta com forças de formação e regulação, o que ele chamou na época de princípios interiores de ação. A partir do século XX acirrados debates são realizados para tentar conceituar o mundo vivo. Dessas contendas surgem três óticas importantes, que vamos discutir em seguida.

Vida – Nascer, Crescer, Reproduzir e Morrer.
Alguns autores referem-se a vida como um conjunto de funções ou propriedades. Essa idéia povoa os livros didáticos até hoje. Como eu me referi no início, se for possível destacar características tais como, nascer, crescer, reproduzir e morrer, você pode considerar que há vida.
Porém, esse conceito é frágil, pois outros sistemas complexos podem apresentar essas características, por exemplo, estrelas, nascem, crescem, morrem e dão origem a buracos negros. O segundo ponto frágil decorre do primeiro: como definir o momento da transição de inanimado para vivo? Imaginar um momento em que todos os predicados surgissem a um só tempo é muito próximo de imaginar o instante da ‘criação divina’.

Vida – Entenda as moléculas e Compreenda a Vida.

Em 1944, o austríaco Erwin Schrödinger (1887-1961), descreveu a vida a partir dos conceitos da física moderna. Schrödinger falou sobre dois temas básicos: a natureza da hereditariedade e a ordem a partir da desordem. Na essência, suas idéias são simples: o gene deveria ser um tipo de cristal aperiódico, que armazenaria informação através de um código em sua estrutura. Essa profética afirmação seria confirmada com o modelo de dupla hélice do DNA. Quanto ao segundo tema, Shrödinger ressaltou que o ser vivo mantém sua ordem interna aumentando a desordem no meio externo e, portanto, sem contrariar a segunda lei da termodinâmica.
As idéias propostas por Schrödinger focam no estudo do infinitamente pequeno (estudo das moléculas e do código genético) para explicar o fenômeno complexo da vida. Esse conceito de vida influencia o trabalho de muitos cientistas, que se preocupam em estudar a estruturas e o funcionamento dos genes para compreender o mundo vivo. Perceba que essa é uma idéia bem reducionista, ou seja, para entender quem você é, basta entender como suas moléculas interagem entre si no mundo microscópico.

Vida – “Viver é Conhecer” e “Conhecer é Fazer”
O modelo da Autopoise proposto pelos neurobiólogos chilenos Humberto Maturana e Francisco Varela. Essa proposta afirma um ser vivo é um sistema caracterizado como uma rede fechada de produções moleculares, onde as moléculas produzidas geram com suas interações a mesma rede de moléculas que as produziu. Traduzindo, se tem vida é porque conseguiu interagir com o meio e construir uma condição favorável para se manter vivo.
Para o modelo da autopoise, não existe estruturas hierárquicas. O que interessa é como tudo se relaciona e matem o organismo vivo. A autopoiese vê a organização do vivo como uma rede de produção de moléculas que se regenera continuamente e, ao mesmo tempo, define o domínio onde tal rede se realiza. Essa idéia é nada mais do que a própria célula, pois temos o núcleo e o citoplasma onde ocorrem as reações delimitadas pela membrana plasmática.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

EU VOU BEIJAR MUITO!!!

"Os beijos são como pepitas de ouro e de prata encontradas na terra sem ter qualquer valor em si e que são preciosas por indicarem que há uma mina perto"
Arthur Rimbaud (1854-1891)



Olá pessoal!! Tudo bem?
Eu devia ter postado essa matéria a muito tempo atrás. Mas, a preguiça e a minha memória (que anda falhando faz tempo) não deixaram que isso acontecesse. Pois bem, havia escrito esse post para ser liberado no dia dos namorados, mas só agora ele está saindo das profundezas do meu computador.

Nós vamos tratar aqui do beijo. Não de todos os tipos, o que é uma pena, mas vou tentar ser o menos cientifico possível, para que esse ato tão bonito (e gostoso) não se torne algo frívolo. Então sem mais enrolação vamos nessa!!!!

Como surgiu o beijo?
Se eu conseguisse responder a essa pergunta provavelmente eu ganharia o Nobel (não sei de que categoria, mas provavelmente ganharia). Os primeiros relatos datam de de1500 a.C. São esculturas e murais do templo de Khajuraho, na Índia.
No século 6 da era cristã, o Kama Sutra estava repleto de referências aos beijos. Ele ensina, entre outras coisas, que "não há duração fixa ou ordem entre o abraço e o beijo, o aperto e as marcas feitas com as unhas e os dedos", pois "o amor não cuida do tempo ou da ordem". Mas, como o beijo tornou-se algo rodeado e arraigado de sentimento de carinho, paixão, amor e por que não dizer de traição e ódio. Calma, eu explico mais a frente.
Penso que a história do primeiro beijo é muita, mais muito mais antiga do que as datas acima. A maioria dos pesquisadores propõe que o beijo origina-se do ato da mãe alimentar o bebê com outros alimentos que não o leite materno. Após alguns meses de vida, a introdução de alimentos na dieta da criança é algo normal. No intuito de facilitar a deglutição e a digestão da cria, as mães mastigavam previamente o alimento e depois davam aos filhos através da boca, e nisso, tinham que encostar os seus lábios com os lábios da criança.
Bem!! Parece uma boa hipótese, e eu sou inclinado a reconhecê-la como uma boa saída para a origem do beijo. Supõe-se, além disso, que o beijo está relacionado ao ato de cheirar e conseqüentemente ao reconhecimento, pelo odor, dos indivíduos de uma mesma família.
Vamos para alguns dados históricos que eu pesquei na net.
Diz-se que na Suméria, antiga Mesopotâmia, as pessoas costumavam enviar beijos aos deuses. Na Antiguidade também era comum, para gregos e romanos, o beijo entre guerreiros no retorno dos combates. Era uma espécie de prova de reconhecimento. Aliás, os gregos adoravam beijar. Mas foram os romanos que difundiram a prática.
Os imperadores permitiam que os nobres mais influentes beijassem seus lábios, e os menos importantes as mãos. Os súditos podiam beijar apenas os pés. Eles tinham três tipos de beijos: o basium, entre conhecidos; o osculum, entre amigos; e o suavium, ou beijo dos amantes.
Na Escócia, era costume o padre beijar os lábios da noiva ao final da cerimônia. Acreditava-se que a felicidade conjugal dependia dessa benção. Já na festa, a noiva deveria beijar todos os homens na boca, em troca de dinheiro (Fala sério heim!!!). Na Rússia, uma das mais altas formas de reconhecimento oficial era o beijo do czar.
No século XV, os nobres franceses podiam beijar qualquer mulher. Na Itália, entretanto, se um homem beijasse uma donzela em público, era obrigado a casar imediatamente.
O beijo se espalhou pela cultura indo-européia, pois os gregos adotaram o gesto com grande entusiasmo. Eles chegaram até a descrever vário tipos de beijos, façanha essa realizada pelo grande historiador Heródoto.
O beijo é algo tão importante que ele foi absorvido pelos vários ramos da cultura e da arte. É só você lembrar como a bela adormecida é retirada de seu sono profundo, ou de como é quebrado o encantamento maléfico da bruxa, ou ainda como o beijo marca a traição de Jesus cristo.
Mas, o beijo nem sempre foi visto com bons olhos (ou bocas nesse caso) por todas as culturas. Por exemplo, a Igreja Católica se encarregou de reprimi-lo caso a intenção fosse libidinosa em vez de apenas a execução automática de um gesto de etiqueta. Os clérigos assustavam-se na época com o prazer que o beijo podia transmitir.
No século 19, constatou-se, para surpresa dos ocidentais, que muitas culturas ignoravam o prazer do beijo. Povos do Pacífico Sul e tribos africanas não tinham esse hábito. Os esquimós preferiam roçar os narizes (o famoso beijo de esquimó) e os japoneses nunca admitiriam em público que gostavam de beijar.

A biologia do beijo
Eu costumo dizer que o beijo é praticamente um termômetro do relacionamento. Se você beija muito, a temperatura do relacionamento está alta, do contrário o negócio ta ficando frio, sem graça.
Um beijo movimenta cerca de 30 músculos e gasta o equivalente a 14 calorias. O ato de beijar favorece o sistema circulatório, aumentando de 70 para 150 batimentos por minuto os corações dos apaixonados, isso beneficia a oxigenação do sangue.
Sem esquecer que o beijo estimula a liberação de hormônios que causam bem-estar. Substâncias como a fenietilamina que está ligada a sensações de amor, dopamina ligada à emoção amorosa e as endorfinas ligadas ao prazer invadem o organismo dos apaixonados.
Durante a troca de saliva, a boca é invadida por milhões de bactérias, 9 mg de água, 18 mg de substâncias orgânicas, 7 dcg de albumina, 711 mg de materiais gordurosos e 45 mg de sais minerais (ufa!!).
No caso dos homens, a saliva contém testosterona, que é passada para a parceira (ou parceiro, assim como desejar!!) durante o beijo. O beijo com mais saliva (também não é muita, tá?!) é capaz de transferir mais testosterona, o que incentiva o apetite sexual nas mulheres.
Meninas!!! Façam uma peregrinação na memória e lembrem-se do beijo mais gostoso que já deram. Fiquem sabendo que aquele jovem rapaz de que você acabou de lembrar produzia muita testosterona, por isso o beijo era tão bom.
Mais de 75% das pessoas inclinam a cabeça para a direita ao beijar. Os cientistas acreditam que essa preferência tenha se iniciado antes do nascimento, quando nossas cabeças estão do lado direito do útero. Portanto, os músculos da cabeça, pescoço e ombros inclinam a cabeça de forma que o nariz não toque com o nariz do parceiro.
O beijo apresenta três fatores importantes: o psicológico, o biológico e o cultural.
- Sua resposta psicológica depende do seu estado mental e emocional, bem como você se sente em relação à pessoa que estiver beijando. Sob o aspecto psicológico, beijar alguém que você deseja estimula sentimentos de vínculo e afeto. Mas se está beijando alguém de quem você não gosta, ou se for beijado contra sua vontade, sua resposta será completamente diferente;
- Seu corpo reage fisicamente ao fato de ser beijado. A maior parte das pessoas gosta de ser tocada e isso é parte da sua resposta corporal ao beijo. Mas, o beijo também afeta todo o corpo, desde o fluxo sangüíneo até seu cérebro;
- A cultura na qual você foi criado tem um papel muito importante sobre o que você sente em relação ao beijo. Na maior parte das sociedades ocidentais, as pessoas estão condicionadas ao beijo. O comportamento das pessoas a sua volta, as imagens da mídia e outros fatores sociais podem afetar dramaticamente a maneira como você reage quando é beijado

Para finalizar!!!
Os jovens vivem desesperados a procura de beijos, pois a cultura atual do “ficar” impõe padrões de relacionamentos sem compromisso (não me interpretem mal, só estou falando do que nós vivemos hoje).
Beijar é muito bom! Principalmente, se você beijar quem você gosta de verdade. Porém, a onda é quem beija mais e beija muitos, por isso o beijo perdeu o sentido sepulcral dos amantes. Ele se tornou um torneio. O beijo pelo simples ato de encostar os lábios é parecido com o chiclete que vai perdendo o açúcar, nós enjoamos e temos que comprar outro.

DÊ VALOR AO SEU BEIJO. ESCOLHA A BOCA DA ALMA QUE TE ENCANTA. BEIJE COM SENTIMENTO.

Um abraço
Tio Erik

P.S.: Mas, pra saber qual a boca certa, a gente tem que experimentar algumas (ou várias), então beije bastante. Porém, tenha consciências do que na verdade do que você quer. Se quer apenas a boca ou se quer o sentimento.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Célula Frankenstein

O homem criou vida artificial
Esses são momentos que ficaram marcados na história da humanidade, assim como a clonagem da ovelha Dolly e o seqüenciamento do genoma humano. O biólogo norte americano Craig Venter anunciou na Science sua grande façanha; ele conseguiu produzir um genoma artificial e inseri-lo em uma célula sem material genético, fazendo com que essa célula desenvolvesse vida, respondendo a estímulos ambientais, realizando reações metabólicas e, o mais surpreendente, conseguindo reproduzir-se.
Assim como na história do ser humano construído pelo doutor Frankenstein, o homem foi capaz de produzir uma célula sintética. A máxima imortalizada pelo pesquisador Rudolf Virchow ”omnis cellula e cellula” (toda célula vem de outra célula), hoje caia por terra.
O biólogo Craig Venter é velho conhecido do mundo da genética. Causa admiração e ódio em partes iguais, por conta de seu trabalho com genomas e de seu ego um tanto quanto inflado, respectivamente.
Venter nasceu em 1946 em Utah, nos Estados Unidos, mas cresceu na Califórnia. Foi mau aluno e surfista na adolescência, mas o serviço num hospital da Marinha no Vietnã fez surgir seu interesse em medicina, depois transferido para pesquisa científica. Depois da guerra, conseguiu seu doutorado, deu aulas e trabalhou em um dos centros de pesquisa mais prestigiados do país, o National Institute of Health.
Venter só ficou conhecido da grande mídia ao publicamente desafiar o Projeto do Genoma Humano, bancado pelo governo americano, dizendo que seqüenciaria o genoma humano em apenas três anos, num esforço financiado pela iniciativa privada. Criou um método de seqüenciamento rápido que, embora criticado na época por ser pouco precisado, hoje virou padrão da indústria. Venter teria dito a Francis Collins, chefe do projeto, que enquanto ele terminava o genoma humano, Collins "poderia fazer [o genoma do] camundongo." Collins não deixou barato, e em 2000, os dois apresentaram seu trabalho ao mesmo tempo.
Em 2007, Venter publicou o primeiro seqüenciamento genético completo de um só indivíduo - o seu, é claro. Também circulou o mundo em seu iate, o Sorcerer II, imitando a famosa viagem de Charles Darwin no Beagle que deu origem à teoria da evolução. A idéia era coletar microorganismos para decodificar seu DNA e manter a maior biblioteca de genes do mundo e assim ajudar com seu projeto de criar organismos geneticamente customizados para suprir demandas específicas, como algas que convertam dióxido de carbono em gasolina ou diesel.
O grande feito de Venter confirma o materialismo mecanicista na criação de um genoma a partir de moléculas quimicamente sintetizadas, esse genoma gerindo uma célula, essa célula se duplicando a tal ponto que não existirá um traço do citoplasma da célula original em seus descendentes. E isso enterra o fantasma do vitalismo, doutrina tacanha que diz existir uma essência de vida que não é capturada pela bioquímica "reducionista".
A repercussão foi mundial. "E o homem criou a vida", disse a revista britânica ‘The Economist’. "Célula sintética é criada, segundo pesquisadores", disse o ‘New York Times’. "Cientistas criam organismo sintético", publicou o ‘Wall Street Journal’. A pesquisa conduzida por Venter durou 15 anos e US$ 40 é o primeiro genoma artificial.
Se você lembrar das aulas de ácidos nucléicos, o genoma, ou seja, o material genético de suas células, que é responsável por todas as suas características (cor do cabelo, altura, tipo de sangue, cor da pele,...) é constituído de nucleotídeos. Os nucleotídeos são substâncias químicas que quando alinhadas são responsáveis pela síntese de uma proteína específica. Eles são comumente representados pelas letras A (adenina), G (guanina), C (citosina) e T (timina) e sua união forma os DNA.
Os cientistas coordenados por Venter conseguiram armazenar em um computador toda a seqüência de DNA do genoma de uma bactéria (mais de um milhão de pares de nucleotídeos). A partir de posse dessa informação, os pesquisadores produziram seu próprio DNA em laboratório.
Uma analogia para você entender o processo, seria você ler uma redação feita por um amigo seu e depois de posse dessas idéias escrever sua própria redação.
Até hoje, os cientistas tinham conseguido criar sinteticamente apenas vírus, que tem genomas muito mais simples do que uma célula e não se reproduzem sozinhos.
Graig Venter afirmou que a partir dessa descoberta, vacinas como a da gripe poderão ser feitas em horas. Hoje elas demoram meses para ser produzidas.
No mundo todo, muitos cientistas concordaram que a descoberta é um marco histórico. Mas alguns especialistas discordam. Ao jornal ‘The New York Times’, o geneticista David Baltimore reconheceu avanços da pesquisa, mas argumentou que Graig Venter superestimou o resultado da pesquisa e afirmou que a vida não foi criada, apenas copiada.
O diretor de bioética do Vaticano, Rino Fisichella, foi cuidadoso. Disse que é preciso ver como a descoberta será implementada no futuro. A diretora do Instituto Internacional de Bioética, Jennifer Miller, alertou que a preocupação é que a célula sintética possa se transformar numa arma biológica. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, determinou à Comissão de Bioética do Governo uma investigação sobre a pesquisa.
Autoridades católicas italianas expressaram perplexidade e preocupação com o anúncio da criação da primeira célula viva dotada de um genoma sintético, e destacaram um potencial "devastador salto ao desconhecido".
"Nas mãos erradas, a novidade de hoje pode representar amanhã um devastador salto ao desconhecido", afirmou o bispo Domenico Mogavero, presidente da Comissão para Assuntos Jurídicos da Conferência Episcopal italiana, em entrevista ao jornal La Stampa.
"O homem vem de Deus, mas não é Deus: é humano e tem a possibilidade de dar a vida procriando e não construindo-a artificialmente", acrescentou.
"É a natureza humana que dá sua dignidade ao genoma humano, não o contrário. O pesadelo contra o qual tempos que lutar é a manipulação da vida, a eugenia", disse Mogavero.
Para o teólogo Bruno Forte, arcebispo de Chieti-Vasto, região central da Itália, "a preocupação pode ser resumida em uma pergunta: o cientificamente possível também é justo do ponto de vista ético?".
Os perigos podem ser grandes, em mãos erradas os organismos sintéticos podem se tornar uma arma poderosíssima. Pense produzir uma bactéria altamente patogênica que se dissemine em poucas horas, seria mais poderosa que uma bomba atômica. Porém ao mesmo tempo, poderíamos pensar nos pontos positivos. Imagine organismo capazes de produzir fibras das roupas que vestimos, a água que bebemos, fármacos contra as principais epidemias. As possibilidades vão além da nossa imaginação.
Eu penso que esse seja o grande problema, a imaginação do homem. Reflita, discuta com os amigos, faça sua crítica e expresse suas idéias na forma de texto. Agora é com você!!! Fale sobre o que você pensa sobre esse novo passo dado pelo homem.

domingo, 13 de setembro de 2009

Imagem da Semana


Em maio deste ano, os astronautas da NASA deram uma subidinha rápida ao espaço e realizaram uma recauchutagem no telescópio Hubble. Os resultados já podem ser vistos no site http://www.hubblesite.org/newscenter/archive/releases/.

sábado, 9 de maio de 2009

Vírus da Gripe Suína

Gripe A - Vírus H1N1
Depois de um longo e tenebroso inverno, eu estou de volta. Resolvi tirar a teia de aranha desse blog e voltei a escrever. Afinal de contas, um blog é pra ser atualizado periodicamente. Mas deixando de blábláblá vamos ao que interessa.
Resolvi falar um pouco sobre o vírus da gripe suína, esse que você escuta falar todo dia na televisão. Qual é a desse vírus? Por que esse temor e alarde sobre esse ser microscópico? Vamos devagar!!! Comecemos por conceitos fundamentais para entender qual a problemática desse vírus e da maioria dos outros.

O que é um vírus?
Os vírus são partículas microscópicas sem estrutura celular (membrana, citoplasma e núcleo). Eles são parasitas intracelulares, que vivem como saqueadores da maquinaria celular. São verdadeiros piratas!!! Invadem, saqueiam, sugam o que há de melhor na célula para um único intuito, se reproduzir.
Alguns autores dizem que os vírus apresentam vida por ter a capacidade de se reproduzir. Mas, a meu ver são apenas estruturas bioquímicas que reagem em um meio propício (a célula). A estrutura de um vírus é bem simples, se comparada com as células. Eles apresentam uma cápsula de proteína que encerra o material genético (DNA ou RNA) em seu interior, além de algumas enzimas necessárias para a reprodução (veja a figura abaixo)



Os vírus são parasitas de todos os organismos vivos conhecidas. Mas, na maioria das vezes, existe uma preferência por hospedeiro. Isso acontece por que as proteínas da cápsula do vírus reconhecem as proteínas da superfície da célula do hospedeiro, o que leva a uma certa especificidade. Mas, as vezes acontece de as proteínas de diferentes organismos serem semelhantes e, por isso, alguns vírus conseguem atacar diferentes espécies. Um exemplo disso é o vírus da gripe aviária e da gripe suína.
A origem dos vírus ainda é um assunto que intriga muitos pesquisadores. Mas, existe um forte indício de que eles tenham surgido das células!!! A explicação para isso é a presença de seqüências no genoma (das diferentes espécies do nosso planeta) que são semelhantes ao material genético dos vírus.
Essas seqüências conhecidas com plasmídios e transposons (material genético transferível e que "salta" de um lugar para outro no genoma) podem ter ganhado "vida própria" há alguns milhões de anos tornando-se os vírus atuais. Outros autores, sustentam a hipótese de uma origem dos vírus seja semelhante a origem das células no caldo primordial. Provavelmente eles se especializaram bastante na vida parasita, o que ocasionou uma mudança drástica em sua estrutura. Os pesquisadores que ficam na coluna do meio aceitam as duas hipóteses, afirmando uma "pluri origem".
O que a gente sabe é que fora das células os vírus não são mais do que um amontoado de estruturas bioquímicas que não manifestam atividade vital (não crescem, não degradam e nem fabricam substâncias ou reagem a estímulos). Mas, é só aparecer uma célula que a destruição começa.

As epidemias na história da humanidade
Você mesmo pode ver que as ruas de seu bairro não são um exemplo de limpeza. Isso por causa de uma situação individual de mal educação ou por descaso das autoridade responsáveis pela coleta de lixo e manutenção das condições sanitárias.
Então, imagine a situação das cidades há alguns séculos atrás. Quando não havia um sistema de esgoto adequado e não se conhecia a etiologia (origens e causas) das doenças. O resultado disso foram as grandes epidemias e pandemias que assolaram a humanidade, dizimando populações, limitando o crescimento demográfico e mudando o curso da história.
Possivelmente, o primeiro relato sobre uma grande epidemia se encontra na Bíblia sobre descrição da praga que acometeu os filisteus.

"Estes tomaram dos hebreus a arca do Senhor e foram castigados. "A mão do Senhor veio contra aquela cidade, com uma grande vexação; pois feriu aos homens daquela cidade, desde o pequeno até ao grande e tinham hemorróidas nas partes secretas" (Samuel 1:6.9). Decidiram, então, devolver a arca, com a oferta de 5 ratos de ouro e 5 hemorróidas de ouro. "Fazei, pois, umas imagens das vossas hemorróidas e as imagens dos vossos ratos, que andam destruindo a terra, e dai glória ao Deus de Israel" (Samuel 1:6.5). E os hebreus também foram vitimados pela peste após receberem a arca de volta. "E feriu o Senhor os homens de Bete-Semes, porquanto olharam para dentro da arca do Senhor, até ferir do povo cinqüenta mil e setenta homens; então o povo se entristeceu, porquanto o Senhor fizera grande estrago entre o povo" (Samuel 1:6.19) (A Bíblia Sagrada. Trad. de João Ferreira de Almeida - 50a. impressão. Rio de Janeiro, Imprensa Bíblica Brasileira, 1981, p. 287-9).

As maiores epidemias já registradas foram a de Atenas, Siracusa, peste Antônia, peste do século III, peste negra e a gripe espanhola.


A gripe como epidemia: A gripe suína
A influenza (gripe) é doença infecciosa aguda de origem viral que acomete o trato respiratório e a cada inverno atinge mais de 100 milhões de pessoas na Europa, Japão e Estados Unidos, causando anualmente a morte de cerca de 20 a 40 mil pessoas somente neste último país.
O agente etiológico é o Myxovirus influenzae, ou vírus da gripe. Este se subdivide nos tipos A, B e C, sendo que apenas os do tipo A e B apresentam relevância clínica em humanos. O vírus influenza apresenta altas taxas de mutação, o que resulta freqüentemente na inserção de novas variantes virais nesse grupo, para as quais a população não apresenta imunidade. São poucas as opções disponíveis para o controle da influenza. Dentre essas, a vacinação constitui a forma mais eficaz para o controle da doença e de suas complicações.

Em função das mutações que ocorrem naturalmente no vírus influenza, recomenda-se que a vacinação seja realizada anualmente. No Brasil, segundo dados obtidos pelo Projeto VigiGripe - ligado à Universidade Federal de São Paulo-, verifica-se que a influenza apresenta pico de atividade entre os meses de maio e setembro.
Assim, a época mais indicada para a vacinação corresponde aos meses de março e abril. Para o tratamento específico da influenza estão disponíveis quatro medicamentos antivirais: os fármacos clássicos amantadina e rimantidina e os antivirais de segunda geração oseltamivir e zanamivir.
O vírus da gripe suína faz parte do grupo de Myxovirus influenzae, sendo do subtipo A H1N1. Essa denominação faz referências as proteínas presentes na cápsula do vírus: H - hemaglutinina: uma glicoproteína que liga o vírus ao receptor da célula hospedeira; e N - Neuraminidase: enzima que atua na liberação dos novos vírus produzidos na célula hospedeira.
O subtipo H1N1 que afeta humanos contém genes dos vírus influenza do porco, da ave e de humano, numa combinação única.



Os sintomas da gripe suína são semelhantes ao da gripe sazonal: febre alta, tosse, arrepios de frio, fadiga, dores no corpo, na cabeça e na garganta, vômitos e diarréia. Esses sintomas são acentuados pelo H1N1, além de causar dificuldade respiratória, pois o vírus ativa a liberação de fatores imunológicos a exemplo de citocinas (substâncias químicas liberadas por glóbulos brancos), fazendo com que os pulmões fiquem cheios d'água. O vírus pode ficar no organismo de 24 a 48 horas, até que apareçam os primeiros sintomas.
O contágio ocorre ainda antes do aparecimento dos sintomas, e até sete dias após o início dos mesmos. As formas de contágio são as mesmas da gripe normal, ou seja, de pessoa para pessoa através do ar.
O vírus é transportado através de espirros, de tosse, secreções nasais ou dos olhos, contaminando o ar e objetos do ambiente. Tocar numa superfície contaminada e em seguida mexer nos olhos, boca ou nariz também pode levar à disseminação do vírus. Mas, se o H1N1 passar muito tempo fora dos organismos vivos, ele é destruído pelas condições ambientais.
O que podemos fazer para nos proteger é lavar as mãos com sabão e/ou álcool, várias vezes por dia e se alimentar bem, dormir o necessário para descansar o organismo e evitar condições de estresse. Essas medidas mantêm o sistema imunológico a todo gás e pronto a combater o vírus.
O diagnóstico é realizado pela análise clínica, pesquisando o tempo de início e a gravidade dos sintomas sugestivos de gripe. A prova final apenas surge após um exame laboratorial (análise genética do vírus presente nas secreções dos pacientes).
Há quatro antivirais, mas nem todos são eficazes para a totalidade dos vírus. No caso da gripe H1N1, o vírus é sensível aos medicamentos Tamiflu e Relenza. As substâncias impedem a sua replicação no organismo, tornando mais curto o período de duração da doença, diminuindo a gravidade dos sintomas e parando o contágio.
É importante que a medicação seja utiliza com precaução, pois pode ocorrer a seleção de vírus resistentes aos antivirais. Este processo é semelhante ao que acontece com as bactérias e os antibióticos; a utilização de antibióticos em concentrações e por período de tempo errado seleciona bactérias resistentes ao medicamento.
O alarde todo das autoridades sanitárias explica-se por se tratar de uma introdução rápida de um novo vírus causador de gripe nos humanos. O fato de se tratar de um organismo desconhecido, para o qual ninguém no mundo apresenta imunidade, fez temer o surgimento de uma nova pandemia. Um vírus novo tem a capacidade de infectar pessoas mesmo fora do período sazonal da gripe. A gripe suína não é tão letal quanto a gripe sazonal.
A grande questão é que o H1N1 tem seu potencial destrutivo aumentado por outras doenças. Isso explica as mortes de várias pessoas decorrentes da contaminação por esses vírus, ou seja, as pessoas que faleceram já apresentavam uma doença de base (outra doença) que enfraqueceu as linhas de defesa imunológicas. No Pará já aconteceram dois casos de morte devido a infecção por H1N1, mas como já foi dito, esses casos foram a óbito por terem uma outra doenças (um paciente tinha pneumonia e o outro apresentava insuficiência renal).


domingo, 26 de abril de 2009

O homem que influenciou e influencia o pensamento das sociedades

A teoria da evolução é uma das idéias científicas que mais revolucionou a maneira de pensar a nossa verdadeira posição no mundo vivo. Além disso, é a teoria que mais abalou os alicerces teológicos sobre a origem da vida.

Sem dúvida nenhuma, a teoria da evolução é a gênese da inquietação acerca do pensamento de nós mesmos e palco de acirradas discussões calorosa e, por que não dizer, épicas entre duas grandes escolas de pensamento: o evolucionismo e o fixismo (criacionismo).

Quando Darwin escreveu “A Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural” ele já tinha idéia do quanto seu livro iria causar de reação nos vários setores da sociedade. Em um de seus diários de campo, Darwin chegou a dizer, após ter o insight sobre a seleção natural, que ele tinha medo de publicar seus achados, pois para ele era como se ele estivesse declarando culpado por homicídio.

Na verdade era quase isso, pois se os organismos originam-se um dos outros com o passar do tempo, ninguém precisaria mais de um criador para explicar a diversidade de vida na Terra.

Charles Darwin não desenvolveu sua teoria do nada. Assim como qualquer teoria científica, a teoria da seleção natural foi cunhada depois de muita transpiração e um pouco de expiração. Darwin, após observar a natureza e ler outros pesquisadores da época, conseguiu juntar as peça do quebra cabeça em uma idéia de fácil entendimento: se um ser vivo é, em uma determinada condição ambiental, mais apto que outro organismo, ele irá permanecer e transmitir suas características para os descendentes.

Porém, é fato que a teoria proposta por Darwin não é completa, ainda há muitas lacunas que devem ser fechadas. Darwin utilizou até um dos capítulos da Origem das Espécies para expor com honestidade arrasadora e franqueza insuportável os problemas em sua teoria. Vamos falar sobre alguns desses problemas.

Se você dá apenas um passo no interior da floresta amazônica é provável que esse passo seja tão grande como aquele que foi imortalizado quando Niels Armistron disse sua celebre frase “[...] um grande passo para humanidade”, pois a diversidade de vida que você sobrevoa com a planta de seus pés é tão imensa que e chega ao ponto de não conseguirmos mensurá-la.

Quando Charles Darwin aportou no arquipélago de galápagos, ele ficou tão vislumbrado com a biodiversidade presente nas ilhas, que provavelmente foi aí o grande estalo da idéia de evolução.

Mas nesse momento também nascia os problemas de Darwin: De onde vem toda essa diversidade? Como esses seres surgiram nesse punhado de ilhas? Por que seres da mesma são diferentes?

Darwin sabia que a seleção natural favorecia os mais aptos e dessa forma fazia as engrenagens da máquina da evolução funcionar. Mas, como explicar a diversidade. Provavelmente essa foi a questão que mais tirou o sono desse naturalista.

Além de tudo, antes mesmos de Darwin publicar sua teoria, havia uma idéia concorrente e muito mais fácil de compreensão sobre os mecanismos da evolução. O mecanismo proposto pelo renomado zoólogo Lamarck, conhecido pelas contribuições em muitas áreas da ciência e criador do termo Biologia para o estudo da vida, era de que os seres vivos poderiam mudar as suas características com o simples uso contínuo de um determinado órgão, esse por sua vez se desenvolveria e a nova característica seria transmitida para os descendentes.

O ícone desse modelo de evolução era a girafa, mais exatamente seu pescoço. Após o término da folhagem nos ramos mais baixos, a girafa, para não morrer de fome, esticou, esticou, esticou e esticou seu pescoço para alcançar os ramos mais altos das árvores, assim com o passar das gerações as girafas desenvolveram um pescoço comprido.

Como Lamarck era um cientista de nome renomado sua teoria era bem vista pelos pesquisadores da época. Dessa forma a teoria da seleção natural estava ameaçada de extinção.

Isso só não ocorreu devido ao trabalho de um alemão chamado August Weismann, que era médico, biólogo e um darwinista de carteirinha. Weismann derrubou a teoria de Lamarck através de estudos das células gaméticas (espermatozóides e óvulos). Ele descobriu que essas células se isolavam das demais células do corpo formando uma linhagem a parte, por isso não é possível transmitir características adquiridas para a gerações posteriores. Logo, a girafa pode esticar o pescoço o quanto quiser que não vai transmitir um pescoço maior para gerações futuras.

Weismann conclui que o material da hereditariedade estava presente nos núcleos dos gametas, chamando esse material de plasma germinativo. Seu contemporâneos observaram que o plasma germinativo era formado de aglomerados de fios que se duplicavam durante a divisão celular.

Esse achado foi bombástico, pois corroboravam os estudos esquecidos de Gregor Mendel. As ervilhas de Mendel proporcionaram a teoria da hereditariedade que Darwin precisava. Porém, a teoria da seleção natural era carente de exemplos. Não havia nenhuma descrição do processo de seleção natural, a não ser por especulação.

A primeira evidência de seleção natural foi dado por uma mariposa (Biston betularia) que vive na Inglaterra. Essa mariposa apresenta duas formas: uma clara com algumas manchas e outra forma escura.

A forma clara era a mais frequente na floresta, pois conseguia se camuflar nos troncos das árvores que eram cobertos por líquens. Porém, com o advento da revolução industrial a poluição aumentou e os troncos das árvores foi coberto por uma folhigem negra.

A poluição favoreceu as mariposa escuras, que agora se camuflavam nos troncos e deixaram de ser o lanche de muitos pássaro, pois conseguiam se esconder com mais facilidade. Como as mariposas pretas sobreviviam, elas cruzam e davam origem a novas mariposas com a mesma característica. Dessa forma, a frequência de mariposas escuras aumentou e o número de mariposas claras diminui bastantes (<>

Com a diminuição da poluição, os líquens voltaram às árvores e as mariposas claras podiam agora se esconder. Como é de se esperar, o número delas aumentou e hoje em dia existe um equilíbrio entre as populações de mariposas claras e escuras.

Observe que em nenhum momento foi falado que as mariposas trocavam de cor, o que aconteceu na verdade foi uma mudança ambiental que favoreceu a diversidade já existente. Finalmente existia a evidência para sustentar a teoria da evolução por meio da seleção natural.

Com alguns dos problemas resolvidos a teoria de Darwin passou a ser respeitada e muito mais combatida pelos fixista, pois a seleção natural passou a ser uma possibilidade para explicação da diversidade da vida na terra.

O problema todo é que a teoria de Darwin abrange todos os seres vivos, inclusive as espécie humana. A espécie, como descrito no Gênese bíblica, que foi criada a imagem de Deus e não a partir de formas pré-existentes semelhantes a "macacos".

É importante frisar que a espécie humana não descende de macacos, mas de espécies já extintas de hominídeos que originou os macacos, gorilas, gibões e humanos. O pensamento de que existiu uma espécie de macaco que foi mudando até virar homem é incorreto. O que existe é um "arbusto", ou seja, muitas espécies. Porém, todas elas, menos uma, estão extintas. Somos os únicos sobreviventes.

Mas a história do homem vou deixar para outro post. Espero que essa introdução sobre evolução seja de fácil entendimento, qualquer dúvida e/ou curiosidade envie um comentário ou e-mail para mim (erikg6pd@yahoo.com.br).

Até mais.